quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

SESSÃO SOLENE - OS NOMES



Na Sessão Solene do Dia do Patrono, no passado dia 17, às 16 horas, foram homenageados professores, funcionários e alunos por diversas razões. Aqui ficam os nomes.

Atribuição do Prémio EXPRESSÃO Rio Vivo 2012/13:
1º Prémio Crónica: Rita Maria Bolota Fonseca
1º Prémio Fotografia: Tiago Monteiro
Menção Honrosa Crónica: António José Farinhas
Menção Honrosa Fotografia: Carla Capelas

Diplomas de Mérito de Alunos 2012/13:
5º ano - Francisco Miguel Fonseca
7º ano - André Filipe Matos
8º ano - Carolina Daniela Santos, Ricardo Alexandre Ferreira, Sara Margarida Amaral
9º ano - Diogo Borges
10º ano - José António Rodrigues
11º ano - Tiago Torres
12º ano - João Pedro Ferreira

Diplomas DELF 2012/13
João Pires
Sara Margarida Amaral
Ana Carolina Nunes
Ana Rita Almeida
Carolina Fernandes
Eunice Jesus
Mariana Fonseca

Professores e funcionários recentemente aposentados:
António Cardoso Lourenço
António Joaquim Soares
António Palos Gonçalves
Cândido da Costa Andrade
Floripes Araújo
Helder Jerónimo
Inês Andrade
Isabel Rota 
Isabel Janela
Jorge Gomes
Luísa Lourenço
Margarida Pires
Mª Celestina Barroco
Mª Fátima Matias
Mª Isabel Santos
Mª Jesus Santos
Mª José Esteves
Mª Rosa Amaral
Mª Rosa Ferreira
Mª Rosa Berrincha
Mª Teresa Marques
Rosa Carvalho
Rosa Costa
Salvador Amaro

Dia do Patrono foi ontem

   Foi comemorado ontem, dia 17 de dezembro, o Dia do Patrono da Escola, Afonso de Albuquerque. Ao longo do dia várias atividades não-letivas se realizaram, envolvendo todos os professores e alunos. As mais requisitadas foram sem dúvida os filmes, os workshops de artes e as atividades desportivas; as menos populares foram certos colóquios e visitas de campo. Boa procura tiveram também a Feira do Livro Usado e as bancas de bolos no salão, que revertiam para fins de solidariedade variados.
    A sessão Solene no Auditório teve como homenageados os alunos vencedores do Prémio EXPRESSÃO Rio Vivo, os melhores alunos de cada ano e ciclo, os alunos que realizaram provas DELF (em Francês) e os professores aposentados. Seguiu-se um Porto de Honra elaborado e servido pelo Curso de Restauração e Bar. 
    Aqui ficam fotos de diversas atividades.







terça-feira, 17 de dezembro de 2013

ENTREVISTA A ISMAEL DUARTE, PRESIDENTE DA ASSOC. PAIS - PARTE II


MANTER A EXIGÊNCIA E GANHAR A CONFIANÇA NOS FILHOS

Com que linhas pensam atuar nos órgãos onde estão representados?
Teremos a preocupação em manter uma postura centrada no saber ouvir, dialogar e atuar. O principal espírito será o da cooperação, da iniciativa, da criatividade e do sentido de responsabilidade.
Estaremos sempre abertos à vontade não só de aceitar a mudança, mas de agira de modo a que ela se encaminhe num sentido positivo, tendo como prioridade o melhor para a escola e para os nossos filhos.
As transformações atuais na escola pública e as medidas anunciadas, para além das restrições financeiras, preocupam os pais?
Claro que sim. Nas últimas décadas tem acontecido que, quando ocorre uma mudança política, as políticas educativas também se alteram. Parece-nos que todas estas condicionantes afetam o bom funcionamento da escola. Demasiadas transformações que impliquem novas e constantes diretivas, como as alterações constantes aos programas, o progressivo aumento do número de alunos por turma, não são em nossa opinião benéficas para o sucesso educativo. Saliento que esta Associação de Pais acredita na Escola Pública e pugna pela dignificação do ensino em todas as suas vertentes.
É possível hoje aos pais ganhar a confiança dos jovens mantendo a exigência sobre eles?
Na nossa opinião é cada vez mais difícil para os Pais ganhar a confiança dos jovens e manter a exigência sobre eles. O equilíbrio da família está cada vez mais comprometido quando se assiste à descarga de tensões acumuladas no trabalho, ou pela falta dele e no impacto com todas as outras estruturas sociais.
Será sempre possível aos Pais manter a exigência e ganhar a confiança dos filhos, desde que se empenhem para tal. Para isso, e na nossa opinião, cabe aos Pais criar momentos de diálogo franco e aberto com os filhos. Saber dizer NÃO e explicar a razão. Dar afeto e amor, que deve ser incondicional, independentemente dos filhos obterem sucesso ou não. 

ENTREVISTA A ISMAEL DUARTE, PRES. ASSOC. PAIS - PARTE I

AQUECIMENTO E INDISCIPLINA PREOCUPAM-NOS


Que problemas vos preocupam mais no Agrupamento?
Conforme já foi referido na última reunião do Conselho Geral, de momento o que nos preocupa mais no Agrupamento são os problemas relacionados com o aquecimento na Escola Afonso de Albuquerque. Em algumas salas a temperatura é tão baixa que não é possível a docentes e alunos terem um bom desempenho.
Também outra questão que neste momento nos preocupa é a indisciplina e o vandalismo. Pelo que nos foi dito esta situação está a acontecer só com algumas turmas e prejudica o normal funcionamento das atividades letivas. A Associação de Pais está disponível, se necessário, para cooperar com a CAP a fim de se encontrarem as soluções para o problema. Aliás já o referimos no ponto 4 do nosso programa: “Promover o sucesso escolar, colaborando com a escola na sensibilização da importância da assiduidade e do comportamento em sala de aula.
Os pais hoje em dia não estão de posse dos conhecimentos do sistema educativo e da pedagogia, em virtude da complexidade destas matérias. Como se pode lutar contra isso?
Na nossa opinião, passa por se promoverem ligações ativas, realistas e flexíveis entre a escola e as famílias, de modo a facilitar os conhecimentos suficientes do sistema educativo e da pedagogia.
Será necessário criar uma onda de comunicação, onde os saberes de todos são considerados e valorizados. É necessário acreditar que este processo só é possível e implicará mudanças, partindo da vontade de todos os agentes educativos.
O contributo da associação de Pais será no sentido de estabelecer o elo de comunicação entre a escola e as famílias. O de consciencializar as famílias de que estas são os primeiros agentes educativos e de que são parte ativa neste processo.

domingo, 15 de dezembro de 2013

CRÓNICA

CONSELHO
por Ana Inês (12º E)
Cerca de grandes muros quem te sonhas.
Depois, onde é visível o jardim
Através do portão de grade dada,
Põe quantas flores são as mais risonhas,
Para que te conheçam só assim.
Onde ninguém o vir não ponhas nada.

Faz canteiros como os que outros têm,
Onde os olhares possam entrever
O teu jardim como lho vais mostrar.
Mas onde és teu, e nunca o vê ninguém,
Deixa as flores que vêm do chão crescer
E deixa as ervas naturais medrar.

Faz de ti um duplo ser guardado;
E que ninguém, que veja e fite, possa
Saber mais que um jardim de quem tu és -
Um jardim mais ostensivo e reservado,
Por trás do qual a flor nativa roça
A erva tão pobre que nem tu a vês...
(Fernando Pessoa)

     Estás aqui sentado ao meu lado e, no entanto, há tanto sobre ti que não sei. Talvez saiba mais, é verdade, do que o “jardim de quem tu és” e onde apenas pões as flores “mais risonhas”. Conheço as tuas virtudes, mas também sei muitas das tuas fragilidades e há muito que deixaste de tentar ocultar esse sítio que só tu sabes, onde és tu verdadeiramente, onde a maior parte dos olhares não pode entrever. Mas a verdade é que mesmo assim nós somos tanto, que mesmo que queiramos mostrar tudo, não conseguimos. Há até certos aspectos que são apenas abstractos, que não me podes dizer mesmo que queiras, porque não há palavras para tal, nem imagens, nem músicas.
   É, de facto, impossível transmitir todo o nosso universo interior. Eu queria saber como tu sentes, como tu te sentes quando te dou um abraço e o que te leva a sorrir para mim. Queria ser tu só por um instante, invadir todo o teu jardim, encontrar a erva “pobre”. Queria saber tudo sobre o que é ser tu. Reconheço essa impossibilidade, mas não desisto. Nunca desisto de ti.
  Somos todos um “duplo ser guardado”, um jardim aparentemente semelhante aos demais, porque necessitamos dessa proteção. Não nos devemos expor, não nos devemos revelar completamente, apresentar todas nossas falhas e tudo o que é bom de uma vez só. Temos, sim, de nos saber proteger, de só deixar entrar aos poucos alguém, de lhe mostrarmos primeiro muito bem o jardim, sem explicar porque temos malmequeres ou girassóis à entrada. Só depois, muito devagarinho, e se houver muito amor, deixar ultrapassar esse alguém os “grandes muros” com que protegemos quem realmente somos.
   E é aqui que descubro “onde és tu e nunca o vê ninguém” e todas as flores que “vêm do chão” crescem naturalmente. Encontro, assim, essa multiplicidade e diversidade de flores que não arranjas, que não compões, que são a tua essência. Mas não me mostres tudo, mesmo que eu te implore porque o mistério do amor reside em encontrar em ti sempre coisas novas, andar sempre à procura de mais flores. Já Caeiro afirmava que “Amar é a eterna inocência/E a única inocência é não pensar”, ou seja, amar implica conhecer o outro, mas não na sua totalidade.