quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Vendaval inunda espaço da Direção do Agrupamento

Vento levantou e levou as placas de zinco


   As placas de zinco que cobrem o espaço da Direção do Agrupamento foram deslocadas com o vendaval da noite de Consoada e saltaram para a zona do pequeno jardim interior. A água da chuva encheu depois o telhado e infiltrou-se nos gabinetes da Direção tendo danificado algum material que hoje de manhã estava a secar em outros locais da escola. As placas que "voaram" são placas de zinco com  esferovite no interior, que se tornam leves com ventos fortes como os verificados na noite de Consoada. 
   O acidente foi verificado pelos funcionários apenas hoje de manhã e a Parque Escolar está já a caminho para verificar a  situação e decidir a resolução do problema. Aqui ficam as fotos impressionantes da estrutura danificada.

As placas no jardim interior

O telhado da Direção sem as placas
Os papéis a secar

Um dos gabinetes da Direção alagado e agora vazio


domingo, 22 de dezembro de 2013

Receitas de Natal

O Grupo de História pediu aos alunos imigrantes que trouxessem para o Salão da ESAAG no Dia do Patrono um bolo do país de origem, se possível associado ao Natal. Conseguiu-se juntar tradições da Lituânia, Ucrânia, Índia, Cabo Verde e Espanha. Aqui ficam as receitas da Lituânia e de Cabo Verde, com doces ligados ao Natal.


Bolinhas de requeijão (Lituânia)
Receita de Samanta Pratuseviciute, 7º B
Ingredientes:
- 3 ovos
- 3 Colheres de sopa de açúcar (se quiser mais doce, deite mais)
- Açúcar de baunilha
- 250g de requeijão meio gordo
- 250g de farinha (pode precisar de mais)
- 1 colher de chá de fermento em pó
- óleo para fritar
Preparação:
Bata os ovos com o açúcar e o açúcar de baunilha. Para a massa doce de ovos acrescentar o requeijão e mexer bem. Misturar a farinha com o fermento em pó e deitar para a massa. Misture bem. A massa não se deve pegar à mão. Numa panela pequena, aqueça o óleo. Em lume brando ir virando enquanto cozinha até ficarem dourados. Se o óleo estiver muito quente as bolinhas ficam cruas por dentro.


Filhoses de Cabo Verde
Receita de Doribele Bá, 11º F
Ingredientes:
- Bananas maduras: 2
- Ovos: 2
- Farinha: 4 Colheres de sopa
- Leite: 4 Colheres de sopa
- Açúcar: 4 Colheres de sopa
- Fermento em pó: 1 Colher de chá
- Baunilha: q.b.
Preparação
Descasque as bananas e passe-as pela varinha mágica até ficarem em pasta. Bata os ovos com o açúcar e leite e junte a pasta de banana. Polvilhe aos poucos com farinha de trigo misturada com fermento em pó e vá mexendo com uma colher de pau até obter uma massa um pouco espessa e homogénea. Coloque bastante óleo numa frigideira grande e deixe aquecer até ferver. Use uma colher de sopa e vá colocando a massa em bocados redondos dentro da frigideira. Frite a massa deitando-a em pedaços redondos na frigideira com uma colher de sopa. Deixe fritar até ganharem uma cor acastanhada e retire-as da fritura. Utilize papel absorvente para deixar escorrer todo o excesso do óleo. Polvilhe com um pouco de açúcar e canela. Também pode banhar com mel de cana-de-açúcar.
Bom apetite!

sábado, 21 de dezembro de 2013

Celebrar Albuquerque com multiculturalidade



O Grupo de História decidiu este Natal, a propósito do dia do Patrono (Afonso de Albuquerque), festejar a multiculturalidade da Escola, sendo a mesma reflexo da expansão de Portugal e da construção do império, representada na figura do herói que dá nome ao Agrupamento. Lembremos que Albuquerque apoiou, por exemplo, a miscigenação entre portugueses e indianas.
Por outro lado, Portugal é hoje local de destino de imigrantes que procuram o nosso país vindos sobretudo do leste da Europa. No Salão da Escola no passado dia 17 foram divulgadas receitas e tradições de países asiáticos, africanos e europeus, em alguns casos através dos alunos da escola que têm essas origens. As receitas da venda de bolos tiveram uma finalidade solidária. Há que destacar a colaboração dos alunos do 9º C que contribuíram com bolos e dinamizaram a venda durante todo o dia.
Aqui ficam algumas das curiosidades sobre Afonso de Albuquerque divulgadas em folheto:
- Quando querem meter medo às crianças no Oriente dizem: Vem aí o Afonso.
- Proibiu a tradição do Sati, a imolação das viúvas na pira funerária do marido morto.
- Enviou um rinoceronte indiano ao rei D. Manuel I que o ofereceu ao Papa Leão X, sendo o primeiro exemplar visto na Europa desde o século III.
- Afonso de Albuquerque quando foi informado que havia sido substituído do seu cargo proferiu a seguinte frase: Mal com el-rei por amor dos homens e mal com os homens por amor d’el-rei.
- Afonso de Albuquerque, diz-se, que era um homem muito duro e que facilmente mandava cortar as línguas e arrancar os olhos.
- Para tentar destruir o poder do sultão do Egito, que ameaçava os interesses portugueses no Oriente, ponderou a ideia de desviar o curso do rio Nilo para secar o país.
- Tinha o plano de roubar o corpo do profeta Maomet, sequestrando-o como penhor enquanto todos os muçulmanos não abandonassem a Terra Santa.
- Conseguiu conquistar Malaca que estava defendida por 20 000 homens e elefantes de combate, com apenas 800 portugueses e 200 malabares. Os portugueses espicaçaram os elefantes fazendo-os erguer e recuar lançando o caos.
Já a seguir divulgamos as receitas da Lituânia e Cabo Verde.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Ceia de Natal foi ontem

     
       Cerca de uma centena de pessoas esteve ontem presente na Ceia de Natal do Agrupamento, entre funcionários e professores no ativo e aposentados. Foi a primeira vez que a Ceia de Natal se realizou em ambiente de Agrupamento Afonso de Albuquerque, sendo por isso muitas as caras novas. As entradas, pratos e sobremesas estavam deliciosos. A confeção esteve a cargo dos alunos do Curso de Restauração, orientado pelas formadoras Emília Lima e Luísa Meca. 
   Para toda a comunidade escolar aqui ficam os votos de Feliz Natal. Para quem não veio, aqui fica também a ementa para causar inveja. 




quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

VISITA A MAFRA

Uma introdução ao "Memorial"



No passado dia 9 de dezembro, no âmbito da disciplina de Português, realizou-se uma visita de estudo dos alunos do 12º ano ao Palácio-Convento de Mafra, no qual José Saramago se inspirou para a criação da sua obra “Memorial do Convento”.
     Apesar de a partida se ter iniciado muito cedo, todos nós estávamos entusiasmados com a viagem e com o monumento que iríamos visitar.
Assim que saímos do autocarro, fomos divididos em dois grupos, que foram subdivididos em quatro grupos, acompanhados por guias, começando então a visita guiada. Os grupos tiveram guias engraçados, que conseguiram cativar a nossa atenção, interagindo connosco, o que nos provocou uma maior vontade de ler a obra e que nos permitiu compreender melhor algumas das partes mais importantes desta.
O guia que acompanhou o meu grupo era bastante divertido e interativo e logo no início da visita explicou-nos, à entrada do edifício, a contextualização histórica e arquitetónica do Palácio. Este monumento é uma das grandes obras do barroco português, que foi construído a mando do rei D. João V, como resultado de uma promessa que este tinha feito caso a sua esposa, D. Maria de Áustria, engravidasse concedendo-lhe assim um descendente. 
Ainda na entrada do convento, o guia deu-nos a conhecer vários aspetos importantes da obra, como a viagem da pedra da varanda central, a qual era bastante pesada, transportada de Pêro Pinheiro para Mafra (15 km), que se prolongou por oito dias, o que mostra a falta de condições existente naquela época, sendo esta "causadora" de várias mortes.
Após esta introdução, entrámos na basílica do convento, onde o guia nos explicou como é que Saramago, na sua obra, compara a relação entre D. João V e D. Maria de Áustria, em que não existia um amor verdadeiro, sendo um amor contratual, pois quando se casaram apenas se tinham visto em retratos, e a relação entre Baltasar Sete-Sóis e Blimunda, uma relação pura e amorosa. Explicou-nos também como ocorreu a inauguração do convento, realizada dois anos após a construção deste, no dia do aniversário do rei, o que implicou a falta de condições e o inacabamento da obra.
Depois de uma breve explicação, iniciámos a visita à basílica e ao convento, entrando na Sala do Trono, Aposentos do Rei, Aposentos da Rainha e outras salas importantes do Palácio. No fim, fomos levados até à "joia da coroa" do Palácio: a Biblioteca, a qual continha 43 mil livros que podem ainda hoje ser lidos. 
Após o almoço, que se realizou na Escola Sec. José Saramago, dirigimo-nos de novo para o convento a fim de assistirmos a uma peça de teatro pelo Grupo ÉTER. Depois de termos estado numa sala iluminada por várias luzes, controladas pelos nossos movimentos, entrámos para a sala onde assistimos ao teatro.
Logo no início da peça, ouvimos a enunciação de vários nomes, o que mostra que aquela grandiosa obra é fruto da união de um povo inteiro e não de um rei, pois vários foram os homens que dedicaram grande parte da sua vida à construção desta.
Os atores focaram principalmente a relação de Blimunda e Baltasar, uma relação pura, que começou no auto de fé, no qual a mãe da jovem estava a ser deportada devido ao facto de ser considerada bruxa. Ao longo da peça conhecemos várias personagens da obra, sendo uma delas o padre Bartolomeu que criou uma relação de amizade com os dois jovens, os quais foram seus ajudantes na construção da passarola, uma máquina voadora.
Neste teatro observámos as várias peripécias do jovem casal e do padre Bartolomeu, o que nos ajudou a compreender melhor a maior parte da obra, uma vez que parte desta gira em volta de Baltasar, Blimunda e Bartolomeu, e o seu sonho de voar.
 Com a ajuda dos guias e dos atores, compreenderemos melhor a obra de José Saramago, que relata sobretudo a grandiosidade do povo português, autor de uma das mais grandiosas obras de Portugal – o convento de Mafra. Ao criar as duas personagens,Blimunda e Baltasar, Saramago conseguiu dar a entender que naquela época, poucos sabiam o que era um amor verdadeiro e puro, no qual ambos se amam com grande intensidade e de tudo são capazes para ficar juntos. Também o sonho de alcançar algo grandioso está presente nesta obra, nomeadamente o sonho de Bartolomeu em voar; porém, este era visto como algo mau, uma vez que só os pássaros tinham asas para voar.
Com esta visita de estudo, tivemos a oportunidade de ficar a conhecer melhor um pouco da História do nosso país através de duas grandiosas obras portuguesas: uma monumental e outra literária, o que, na minha opinião, nos cativou à leitura da obra de Saramago.
Patrícia Pires (12.ºE)